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| OS SETE GRANDES EQUÍVOCOS DA COPA |
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| Escrito por Jurandir Araguaia |
| Seg, 28 de Junho de 2010 12:45 |
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Essa Copa do Mundo fatalmente morderá a história por ser uma líder incontestável em eventos bizarros. Terá sido o bom humor dos deuses africanos os responsável pela impressionante saga de pilhérias e desfile de figuras de patente mal gosto que a mídia não se cansa de exibir aos olhos do mundo? 2- Seleção da África do Sul. Entrou para a história como a primeira anfitriã a ser eliminada na primeira fase superando o fato de ser o primeiro país africano a sediar uma Copa. Em entrevista, Parreira afirmou que o povo se encontra feliz: empataram um jogo e venceram a França. Caso uma eliminação assim ocorra conosco em 2014, temo pela vida do técnico, dos jogadores, dos árbitros e por nós mesmos: seria o início de uma Guerra Civil. 3- Técnico da França. Não vou nem citar o nome. Não o merece depois de negar-se a cumprimentar o técnico Parreira que dirigia o time anfitrião. Foi uma descortesia para com o gentil povo sul-africano que merecia sorte melhor na Copa. Pegou tão mal que a própria imprensa francesa empurrou-lhe duras críticas. Esqueceu-se que, naquele momento, investido no cargo de treinador, representava uma nação inteira. Há de ser esquecido. 4- Árbitros. Erraram no golaço de Luís Fabiano (Graças a Deus. Nesse caso é perdoável.). Erraram no gol argentino de Tévez de cabeça contra o México (Quanta incompetência! Será que o juiz e o bandeirinha não enxergam?). Erraram ao não ver a bola entrando quilômetros adentro do gol alemão contra a Inglaterra. Erraram, erraram e erraram, mas o futebol continua polêmico, como gosta a Fifa, dando-nos assunto para mais de uma Copa. 5- Maradona. Não dá para não falar. Foi grosseiro com Pelé, com o técnico da França (esse bem que mereceu), continua inchado e exaltado como sempre. Seu time tem feito bonito (com ajuda da arbitragem). Julga-se um Deus. No seu passado tem drogas, doping, gol de mão contra a Inglaterra, título em Copa do Mundo, sonegação de IR, prisão de ventre, artilharia, dribles desconcertantes e gols inesquecíveis, além de muita polêmica. Tem gente que o adora (inclusive muitos brasileiros), mas continuo pensando que ele é o que sempre foi: um técnico a ser provado e um razoável ex-jogador de futebol que poderia ter se dado bem no Brasil atuando pelo Madureira! 6- Time da Suíça. O que é aquilo? Fizeram um gol por acaso contra a Espanha e não sabiam nem se deviam comemorar. Os suíços são bons em contabilidade bancária, relógios, queijos e chocolates. Não lhes fale em gol. Gol? Para que fazer gol se basta o zero a zero para a gente fazer bonito? Se cada time do mundo tivesse um técnico suíço os campeonatos teriam que ser decididos criando-se outro critério de desempate como número de desarmes, bolas na trave, impedimentos marcados ou sorteio. A desclassificação em melancólico zero a zero contra Honduras premiou a falta de futebol que sobra às duas equipes. 7- Cid Moreira. A Jabulani está sendo condenada por vários bons jogadores que não são patrocinados pela fabricante Adidas. Creio que seja apenas falta de adaptação e treino, mas o pior foi a narração do Cid Moreira: JABULANIIII! No mais, é só festa! Jurandir Araguaia é um escritor goiano, nascido em Brasília aos 8/11/65, casado e pai de duas filhas. Formado em Educação Física e Administração de Empresas – atualmente é Auditor Fiscal por Goiás, com exercício de suas funções no Posto Fiscal "Cana Brava", neste município. Escreve textos bem-humorados, críticos e irônicos, transpondo a linha tênue entre realidade e sonho, criando ambiente que transportam o leitor a universos mágicos, entregando-se com prazer à leitura. Os livros de Jurandir Araguaia encontram disponíveis através dos links: O_Homem_que_Nao_Bebia_Cerveja |
| Última atualização em Seg, 28 de Junho de 2010 12:51 |