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| BRASIL 3 X 1 CACETADAS DO MARFIM |
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| Escrito por Jurandir Araguaia |
| Qua, 23 de Junho de 2010 14:44 |
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Sabia-se que o time da Costa do Marfim jogaria duro, somente não nos avisaram que a pancadaria seria desleal. Esqueceram de avisá-los que o mundo do futebol, pelo menos durante a Copa, manda que se tenha o ¨fair-play¨ como regra. Se os marfineses pudessem, continuariam avançando mesmo que metade do seu time, e do nosso, estivesse caído em campo. - ¨Vai nessa Robinho¨! – Ele ia, mas o seu gol não veio. Aliás, sobraram em campo: Luís Fabiano, Elano e Lúcio. O último um leão, mostrando aos africanos que ao se jogar com raça, força e determinação se pode (e se deve) excluir a deslealdade. Fabiano fez o que se espera de um atacante: gols. - Em um deles usou a mão! – Diriam os argentinos, mas Maradona também usou em 86 e a Argentina foi campeã. Seria esse um dos sinais subliminares do destino? Sabemos que entre as linhas da vida apontam-se eventos que, apesar de muitas vezes ignorados, trazem em seu bojo as vontades ocultas do Universo. Foi um gol com duplo lençol digno de se emoldurar nos álbuns perpétuos das sagas futebolísticas. O atacante fez história. Elano merecia sorte melhor. Foi um maestro exibindo elegância futebolística digna dos anais de nossos melhores tempos. A pancada doeu em nós. As pernas de aço do marfinês quase o romperam, mas já se sabe que está bem. O esqueleto do brasileiro deve ser de adamantium, com o perdão de Volverine. O time do Marfim, em determinados momentos, parecia querer parar de jogar e aplaudir, mas não o fizeram por decoro a si mesmos. Drogba, excelente atacante, deixou em nossas redes a sua marca, servindo-nos de alerta para se cuidar da defesa. O Brasil mostrou ao resto do mundo que o objetivo do futebol é fazer gols, ao invés da obsessão que possuem em quere evitá-los. Imaginem se todos jogassem como a Suíça? O placar típico seria 0 x 0 e muitos torneios seriam decididos no sorteio. Dormiu-se bem no Brasil após o jogo. Destaca-se que os latino-americanos, exceção a Honduras, andaram de braços dados com a vitória nas primeiras rodadas. Os EUA também fizeram bonito e o continente do futebol parece mesmo ser aqui. Teremos uma final latina? Que venha mais! Jurandir Araguaia é um escritor goiano, nascido em Brasília aos 8/11/65, casado e pai de duas filhas. Formado em Educação Física e Administração de Empresas – atualmente é Auditor Fiscal por Goiás, com exercício de suas funções no Posto Fiscal "Cana Brava", neste município. Escreve textos bem-humorados, críticos e irônicos, transpondo a linha tênue entre realidade e sonho, criando ambiente que transportam o leitor a universos mágicos, entregando-se com prazer à leitura. Os livros de Jurandir Araguaia encontram disponíveis através dos links: O_Homem_que_Nao_Bebia_Cerveja |